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(originally luciferiando / via construindo-ironias)
Posted 11 Junho 2014, Há 1 mês | 36.709 notas | reblog this shit
(originally congaaaa / via cheirodeflores)
…Não eramos um casal perfeito.
Mas nossas imperfeições se encaixavam perfeitamente.
Sean Wilhelm.    (via intercepto-r)
Posted 11 Junho 2014, Há 1 mês | 10.145 notas | reblog this shit
(originally traficante-da-paz / via um-vampiro-de-pijama)

Diva ♥

Posted 4 Junho 2014, Há 1 mês | 414 notas | reblog this shit
(originally counterintuiitive / via lensblr-network)

”Você disse que é tarde demais para conseguir

Mas será tarde demais para tentar?”
                            Payphone - Maroon 5 ♥

Posted 4 Junho 2014, Há 1 mês | 64.579 notas | reblog this shit
(originally d-i-a-b-o-l-i-s-m / via sunshine-of-insanity)
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equipebrasil:

Usuário do Tumblr em destaque: Angélica Dass                

Blog: Humanæ

Primeira postagem: abril de 2012

Tudo começou com um projeto final de mestrado e o resultado foi uma coisa maior que a vida: registrar todos os tons possíveis da pele humana. Foi com essa premissa que a artista plástica carioca Angélica Dass deu o ponto de partida ao seu extraordinário projeto Humanæ. Usando a escala de tons da Pantone, Angélica tira fotos dos seus voluntários e preenche o fundo do retrato com a mesma cor da pele de cada um. Angélica mora em Madri e contou um pouco sobre como o projeto mudou a sua vida e sobre a repercussão que ele está tendo pelo mundo afora.

Explica um pouco para a gente como surgiu a ideia do projeto e o seu nome “Humanæ”? 

Humanae significa Humano em latim. A inspiração para este projeto vem de minhas raízes familiares. Eu sou a neta de um “preto” e “indígena” e filha de um pai “negro” adotado por uma família “branca”. Então, eu sou uma mistura de diversos pigmentos. Humanae é uma busca para destacar a nossa verdadeira cor ao invés do falso vermelho e amarelo, preto e branco. Para mim, é uma espécie de jogo para subverter os nossos códigos. Como os códigos eu tento falar sobre o que aprendemos, muitas coisas que são tanto sociais, linguística e culturais, nuances do cotidiano que eu gostaria de repensar. Eu comecei este projeto como um trabalho final de master, em abril de 2012. As primeiras imagens foram feitas no Brasil, com alguns membros da minha família. Em julho deste ano eu comecei a fazer anúncios públicos através de redes sociais, dizendo onde eu estaria retratando e os que entendessem minha mensagem e quisessem participar eram bem-vindos. Mas que haja diversidade no projeto; eu trabalho em espaços que não são apenas no mundo da arte. As duas mil imagens do projeto são feitas em museus, galerias e feiras de arte, mas também em favelas, em ONGs, na sede da UNESCO, em cooperativas que trabalham com desabrigados. A diversidade do projeto não é apenas de rostos e cores, mas de classes sociais, nacionalidades, religiões, orientações sexuais, eleições políticas, status econômico… juntos em Humanae não encaixamos em códigos. Somos apenas seres humanos.

O Brasil deve ser um dos únicos países com a opção de “cor da pele” nas certidões de nascimento, o que você tem a falar sobre isso?

Dividir a população como branca, preta, amarela, parda ou indígena é uma das coisas mais kafkanianas que existem, para começar com a pobre palavra indígena que não é cor. A definição oficial de “pardo” é um retrato dessa mistureba: “não-brancos” e não enquadrados como amarelo ou preto. Essa mistura é uma das essências de ser brasileiro. 

Eu digo que sou negra, mas nas minhas veias correm sangue branco, preto e indígena. A pergunta que fica é como me declaro? Pela minha aparência? Pela minha mãe? Pelos meus avós? A obrigação da declaração me gera mais questões que certezas. Mas acrescento que estas classificações originadas no século XVIII finalmente encontram utilidade em uma política pública de cotas, que é um paliativo para um final de escravidão sem nenhuma política de educação e igualdade. Parece que cem anos depois algo pode ser feito por aqueles escravos do XIX que foram transformados em criados no século XX, vamos ver o que podemos esperar do século XXI. Tenho outro projeto aberto, que também trabalha com colaboração, e que se chama autodeclaração, como uma declaração de rebeldia ao fato de ter que escolher 5 opções dadas pelo governo para definir-se. Uma chamada à reflexão e discussão sobre uma classificação criada e utilizada pelo Estado, baseada em estudos arcaicos que acreditavam que características faciais de uma suposta raça geravam a propensão de cometer um crime. As pessoas que participam me mandam um retrato 3x4 com sua declaração, por exemplo, amarelo estudante de concurso público, café com leite ou qualquer interpretação de sua cor.

Pelo fato de você ser negra o projeto também funciona como um forte statement político, você concorda com isso? 

Concordo, é uma declaração de intenções. Não quero parecer piegas, mas parafraseando Martin Luther King, não quero ser julgada pela minha cor de pele, mas pelo conteúdo do meu caráter. Com humanae essa reflexão de igualdade fica clara. Todos são únicos e todos são iguais, humanos.

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